Para um Grande amor
Um “quase” distante, quase.
Nesses últimos dias, vivo pela metade. É pela metade mesmo. Como a meia lua, linda, que estava no céu ontem. Como o pedaço do pãozinho que, sem fome, deixei de comer. Ou como o CD que parei de ouvir na música cinco, ou como o livro que até parecia meio-bom ou, como provavelmente esse texto vai acabar; pela metade.Evito pensar. Não me dou esse trabalho. Qualquer coisa que eu faça é sem prestar atenção. Vivo desatenta ou desconcentrada. Desconcertada também. Na mente, apenas um silêncio ensurdecedor e, às vezes um som semelhante a aqueles canais que ficam fora do ar depois da meia-noite. Falo isso com base, porque quando resolvo ver TV, pra distrair, fico parada no sofá com o olho estático e de tão estático, deve ficar inteiro branco. Ali sentada, os programas começam e terminam, os comerciais passam, o jornalista diz 'boa noite' e eu não percebo. Quando percebo, já é de madrugada. Vou pra cama deitar e quando durmo é de olho branqueaberto. Mas isso é só quando durmo ou quando percebo.Vou vivendo a vida, nesses últimos dias, por viver.
Eu que era inteira.
Não te disse.....
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Eu...
Marquei. Unknown às sexta-feira, junho 11, 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário